Agências climáticas afirmam que Brasil está sob o efeito do La Niña

Publicado por bira costa em 09/11/2017 às 16h56

Fonte: MetSul Meteorologia e SOMAR Meteorologia/foto: Maninho Vieira/colaboração e MetSul

Fenômeno climático deve possibilitar ao RS períodos de estiagens

tapesA agência climática dos Estados Unidos (NOAA) declarou hoje (9/11), que um episódio de La Niña está em andamento.

O anúncio era esperado pelo resfriamento continuado do Pacífico Equatorial Centro-Leste.

O fenômeno impactará o clima globalmente e no Brasil nos próximos meses.

COMO SERÁ:

La Niña fraco já influencia a atmosfera e prosseguirá até pelo menos meados do verão.

A temperatura do oceano Pacífico equatorial encontra-se mais baixa que o normal nas porções central e leste desde agosto.

Pela primeira vez, a Agência Americana de Meteorologia e Oceanografia (NOAA) em seu boletim de novembro afirma que houve acoplamento entre oceano e atmosfera tropical, ou seja, a atmosfera começou a responder ao resfriamento.

Isto também vem sendo observado no Brasil. A chuva irregular em outubro no Sudeste e Centro-Oeste aconteceu pelo escoamento zonal da corrente de jato, situação normalmente vista em períodos de La Niña.

Além disso, a Região Sul enfrentou temperaturas baixas, típicas de Pacífico frio, e que não eram vistas há pelo menos sete anos.temporais

De acordo com simulação da NOAA, o fraco fenômeno La Niña prosseguirá até aproximadamente o trimestre fevereiro-março-abril, quando posteriormente retornará uma neutralidade.

Entretanto, é possível que o término do fenômeno aconteça um pouco antes, já que o ápice do frio na área leste do Pacífico acontecerá no início de janeiro.

Poderemos registrar um aquecimento mais rápido que as simulações indicam neste momento em toda a porção equatorial do oceano.

Além de tudo, o mais importante: este La Niña acontecerá concomitantemente com a Oscilação Decadal do Pacífico negativa.

Isto quer dizer que nem todos os efeitos característicos do La Niña aparecerão nos próximos meses.

Um dos efeitos é a formação de Zona de Convergência do Atlântico Sul com chuva forte e persistente entre as Regiões Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste e estiagens na Região Sul.

Simulações americanas como o CCM3 e CFSv2, no entanto, indicam chuva abaixo da média para o bimestre dezembro-janeiro no Rio de Janeiro, Espírito Santo, leste e norte de Minas Gerais, nordeste de Goiás, sudeste de Tocantins e em boa parte do Nordeste.

A precipitação acima da média acontecerá no sul e oeste do Brasil alcançando boa parte da Região Sul. Nos últimos anos, tem sido recorrente a posição da chuva mais ao sul e oeste que o normal.

E, aparentemente, no verão 2017-2018, a situação não será muito diferente, pelo menos até o mês de janeiro.

 

Categoria: Geral
Tags: La Nina, Meteorologia, online, Tapes, Temporais

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