Alvorada e Herval são os primeiros municípios a terminarem colheita de arroz

Publicado por bira costa em 12/04/2019 às 14h18

Texto: Ascom Irga/Edição: Secom/foto: Irga

Adriane Rodrigues/Ascom Emater/RS-Ascar/Fotos: Adriano Devesac/Emater

irgaO Rio Grande do Sul alcançou, nesta semana, 76% (748.151 hectares) da área colhida de arroz do total estimado de 984.081 ha da safra 2018/2019.

A produção soma 5.801.185 toneladas até o momento, com produtividade média de 7.754 quilos por hectare. Dois municípios já atingiram 100%: Alvorada e Herval.

Os dados são da Seção de Política Setorial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), com informações fornecidas pelo Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) e pelos Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates).

A região mais adiantada do Estado ainda é a Planície Costeira Externa (PCE), que registra área colhida de 93.991 ha (83,3%), produção de 683.311 toneladas e uma produtividade de 7.270 kg/ha.

A PCE é seguida de perto pela regional Zona Sul, com 129.387 ha (83,1%), com produção de 1.069.449 toneladas e atingindo a maior produtividade no RS: 8.266 kg/ha. A Fronteira Oeste aparece logo após, com 245.146 ha (81,3%), com produção de 1.944.130 toneladas e produtividade de 7.930 kg/ha.

Irga mapa arroz RS abril
Planície Costeira Externa registra maior percentual de área colhida (83,3%), e Zona Sul, melhor produtividade: 8.266 kg/ha - Foto: Política Setorial / Irga

Para verificar a evolução da colheita de arroz de cada município gaúcho, acesse levantamento completo aqui.

VEJA COMO ESTÃO AS DEMAIS CULTURAS NO RS:

A soja alcançou 68% da área colhida no estado, com 25% madura e por colher e 7% em enchimento de grãos. A colheita segue intensificada, alcançando 920 mil hectares, favorecida pelo predomínio do clima seco.

De acordo com informativo conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (11/4), a chuva, embora tenha provocado a interrupção da colheita, favoreceu a cultura, tanto as lavouras tardias em enchimento de grãos como as lavouras prontas que apresentavam baixa umidade no grão.

No milho, a colheita atingiu 75% da área, evoluindo 5% em relação a semana anterior; 16% das lavouras estão maduras e por colher, e 9% em enchimento de grãos.

Com a proximidade do final da colheita da soja, os produtores das regiões do Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial se preparam para retomar a colheita do milho, já que as lavouras que restam estão maduras.emater

Nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, a produtividade média supera a expectativa inicial e chega aos 8.072 quilos por hectare.

As chuvas do meio da semana foram benéficas para as lavouras do milho safrinha. No momento, é realizado o controle de pragas e iniciado o corte do milho para silagem.

No arroz, a colheita atinge os 72% de área, com 25% maduras e por colher. As condições climáticas têm favorecido as lavouras cultivadas, possibilitando boas condições para complementar o período reprodutivo e a maturação.

As produtividades médias têm sido consideradas muito boas, acima das 8 toneladas por hectare nas principais regiões, exceto nas lavouras na área Central do Estado, com média de 7 toneladas por hectare.

Restam apenas 2% da área de feijão primeira safra a ser colhida no estado, concentrada na região dos Campos de Cima da Serra, onde as condições meteorológicas são favoráveis, proporcionando excelente qualidade dos grãos.

Os rendimentos seguem ao redor de 2.500 quilos por hectare. Já em relação a segunda safra do feijão, 14% de lavouras foram colhidas, com bom potencial produtivo. Nas áreas cultivadas com sistemas de irrigação, há excelentes perspectivas de rendimento.

Pastagens
A semana se caracterizou pelo retorno das precipitações e pela redução do calor, o que favorece o rebrote do campo nativo e das pastagens perenes. Isso proporciona aos rebanhos boa oferta forrageira e permite a implantação e germinação das pastagens de inverno, como aveia e azevém.

A exceção está na região Sul, especificamente no litoral, onde a estiagem prejudica a produtividade das lavouras de grãos para a produção de silagem. Algumas áreas de campo nativo apresentam boa quantidade de forragem, porém, de baixa qualidade.

Bovinocultura de corte
O rebanho bovino apresenta boas condições corporais, resultantes de um verão com clima benéfico para a alimentação animal em quantidade e qualidade. Esse quadro permanece favorável, mesmo considerado o início do vazio forrageiro, quando os produtores ainda não dispõem de pastagem de inverno e o campo nativo já se encontra fibroso, com menor qualidade.

Segue a realização de diagnósticos de gestação das matrizes inseminadas ou entouradas, e são esperados bons índices de prenhez devido às condições de clima e alimentação durante o período reprodutivo.

A produção de terneiros da safra anterior está sendo preparada para o período tradicional de feiras específicas de comercialização de terneiros. Os pecuaristas da região de Erechim, por exemplo, estão preparando os animais para participar de remates. Muitos produtores não pretendem castrar seus terneiros, tendo em vista que o comércio de exportação prefere terneiros inteiros.

Piscicultura
Em todo o estado, os piscicultores preparam os peixes para as feiras da Semana Santa e aumentam a atenção e o manejo dos açudes. Na maior parte dos municípios, são organizadas feiras do peixe aos finais de semana e, em propriedades onde ocorre despesca dos açudes, há comercialização direta ao consumidor. As espécies mais comercializadas são tilápia, carpa, traíra, jundiá e lambari. No momento ocorre reserva de alevinos para povoamento após as despescas por conta da Páscoa.

Apicultura
Com o final da floração das principais lavouras, se reduz a oferta de alimentos para as abelhas, garantida então pelas espécies florestais e nativas em geral. Em Maçambará, o resultado de análise de abelhas e favos da localidade Serra do Iguariaçá, encaminhado pela inspetoria veterinária do município, apontou presença dos ingredientes ativos fipronil (inseticida) e estrobilurina (fungicida). Na região de Pelotas, a alimentação é oferecida com açúcar invertido ou xarope devido à oscilação da temperatura. Ocorre controle da varroa. Compradores estão encaminhando amostras de mel para análise devido à identificação de contaminantes como glifosato e amitraz.

Na região de Santa Rosa, a colheita está concluída e os apicultores se organizam para a venda do mel. Há relatos de morte de enxames. Estima-se uma média de 30 quilos por colmeia nas duas/três colheitas realizadas. Na região de Soledade, a semana apresentou condições climáticas propícias para a apicultura, com intenso movimento das colmeias em função da floração abundante de espécies nativas (eucaliptos, vassouras, aroeiras, entre outras). Produtores realizam a colheita do mel antes da redução da temperatura média.

 

 

 

Categoria: Economia
Tags: Colheita do Arroz no RS, Emater, IRGA, online, Tapes

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