Boato faz população tentar invadir delegacia na zona Norte de Porto Alegre

Publicado por bira costa em 23/10/2018 às 19h47

Correio do Povo/Paulo Tavares

Populares atiraram pedras contra o prédio por acharem que preso por sequestro de criança estava no local

polícia

Moradores tentaram invadir uma delegacia da Polícia Civil no bairro Mário Quintana, na zona Norte de Porto Alegre, na tarde desta terça-feira.

O motivo foi um boato de que um homem que havia tentado sequestrar uma criança estava preso no local.

 A polícia informou que tratava-se apenas de um boato e que nenhuma tentativa de sequestro foi registrada no bairro nesta terça-feira.

Apesar disso, os moradores seguiram insistindo em entrar no local, o que gerou momentos de tensão.

Alguns populares atiraram pedras contra o prédio, até mesmo quebrando alguns vidros das janelas. Para conter a multidão, policiais chegaram a dar tiros para o alto.

A polícia aceitou negociar com o grupo para que dois representantes dos moradores entrasse na delegacia para confirmar que não havia nenhum preso no local.

O boato ocorreu após o caso da menina Eduarda Herrera de Mello, de nove anos, encontrada morta na manhã dessa segunda-feira após ser sequestrada enquanto brincava na frente de sua casa no bairro Rubem Berta, na zona Norte de Porto Alegre. A polícia ainda não conseguiu encontrar o responsável pelo crime.

Nesta terça-feira, a Polícia Civil mostrou preocupação com a proliferação, nas redes sociais, de fotos de diversos homens parecidos com o autor do crime, elevando os riscos de injustiças e até linchamentos. Na internet, já circula, inclusive, uma suposta conclamação em nome de apenados de todos os presídios gaúchos para que qualquer uma das facções criminosas capture o assassino da criança.

 “Divulgamos na segunda-feira o retrato falado e muitas denúncias chegaram. Pedimos que a população continue repassando informações, mas tome cautela e não faça justiça com as próprias mãos.

Estamos atentos às situações em que estão achando pessoas parecidas com o retrato falado. Solicitamos que informem somente à Polícia Civil ao invés das redes sociais”, pediu a diretora do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), delegada Adriana Regina da Costa. “A gente conta com o apoio da população nas denúncias”, acrescentou.

O retrato falado do suspeito de sequestrar a vítima foi elaborado pelo Instituto Geral de Perícias com base na descrição de uma única testemunha. “Tem cerca de 80% de semelhança com o sequestrador.

A testemunha viu ele conversando com a menina”, observou a delegada. “Porém, não descartamos a participação de mais pessoas na morte da menina”, revelou. Enfatizando que a população não faça “justiça pelas próprias mãos”, ela reiterou que “é preciso ter cautela para chegar realmente a quem praticou o ato”.

Categoria: Polícia
Tags: Assassinato, eduarda, online, Polícia Civil, Tapes

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