Chuva torna-se mais frequente na segunda quinzena de abril

Publicado por bira costa em 03/04/2019 às 22h02

IRGA/foto: Clique dos Dois/Tapes/colaboração

Por SOMAR METEOROLOGIA

Temperatura da Superfície do Mar

igrejaEmbora fraco, chance de El Niño estende-se para a primavera de 2019.

Em boletim atualizado em 14 de março, o Centro Americano de Meteorologia e Oceanografia (NOAA) manteve a previsão de um El Niño fraco ao longo do primeiro semestre com 80% de chance no outono e 60% da chance no inverno do Hemisfério Sul.

Mas uma novidade é a possibilidade do desvio de temperatura do Pacífico equatorial central permanecer acima de +0,5°C até pelo menos o início da próxima primavera.

O órgão, no entanto, afirma que a previsibilidade da temperatura do Pacífico é menor em estações de transição, como o outono, que começará em breve. De qualquer forma, é possível imaginar alguns cenários para 2019.

O padrão continua semelhante ao registrado em 2015. Naquele ano, a temperatura do Pacífico mais elevada que o normal garantiu chuva acima da média no centro e sul do Brasil (Região Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul) durante o outono e inverno. Somente ainda é possível extrapolar esta correlação para o último trimestre de 2019. 

Por enquanto, previsões mais estendidas indicam que o Pacífico não conseguiria sustentar a chuva forte sobre toda a Região Sul entre outubro e dezembro, situação diferente da observada em 2015.

No Brasil Central (Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso), o período úmido chegará ao fim a partir da segunda quinzena de abril.

A partir daí, apesar do aparecimento de chuva acima da média em maio, por exemplo, estes episódios de precipitação serão mais esporádicos, embora eventualmente fortes. 

No leste do Nordeste, o período úmido de meio de ano promete ser menos chuvoso que o normal, enquanto que a porção norte do Nordeste e partes do leste e sul da Região Norte receberão chuva forte no início do outono, enfraquecendo posteriormente.

A temperatura em 2019 permanecerá mais elevada que o normal na maior parte do Brasil, o que não significa que durante o outono e inverno tenhamos algumas ondas de frio intensas, mas com curta duração.

Temperatura - Previsão Geral

Abril não será dos meses mais frios. A expectativa é de valores acima da média histórica. A partir da segunda semana de abril, a temperatura mínima ficará aproximadamente 3°C mais baixa que as mínimas atuais.

Mas a maior queda de temperatura somente acontecerá nos últimos dias de abril. As tardes oscilarão entre períodos quentes, com máximas próximas dos 30°C, e períodos onde as máximas variarão entre 20°C e 25°C.

Máximas abaixo dos 20°C de forma mais persistente são esperadas somente nos últimos dez dias do mês. Previsões mais estendidas indicam a chegada de algumas ondas de frio mais intensas em maio e junho, mas como as quedas serão pouco frequentes, o trimestre abril-maio-junho terminará com valores acima da climatologia.

Precipitação - Previsão Geral clique

A chuva tornou-se mais frequente no Rio Grande do Sul em março, mas não alcançou todas as áreas produtoras. Somente áreas do centro e leste do Estado receberam precipitação acima da climatologia.

Ao longo de toda a fronteira com o Uruguai e Planície Costeira Interna choveu menos que o normal, algo, aliás, que vem sendo registrado de forma persistente desde o fim de janeiro.

Além de tudo, o Rio Grande do Sul termina março com temperatura abaixo da média, tanto a mínima como a máxima.

Para abril, a chuva deverá alcançar uma área maior que a registrada em março.

Trata-se de algo sazonal: abril normalmente chove mais intensamente que março sobre o Estado. Mas isto não acontecerá logo na primeira semana.

Simulações indicam chuva mais intensa somente no decorrer da segunda quinzena do mês.

Vale salientar que chuva mais intensa na segunda metade de abril não implicará obrigatoriamente em acumulados acima da média histórica. 

Simulações americanas mais recentes indicam maior chance de chuva entre a média e acima da média ao longo da fronteira com o Uruguai e Argentina.

Já na maior parte do Rio Grande do Sul, apesar da precipitação também ser abrangente, ela não deverá alcançar a média histórica. Previsões mais estendidas indicam chuva acima da média para maio e junho sobretudo no leste Rio Grande do Sul, área da Planície Costeira Externa.

 

 

 

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