Danceteria em Tapes é alvo da Operação Consciência da Brigada Militar e Conselho Tutelar

Publicado por bira costa em 24/03/2018 às 11h49

Cerca de 25 menores de idade foram conduzidos ao CT e, posterior, notificados aos pais. Ação na para por aí, e, deve ser realizada em outros locais, segundo a Polícia

Redação Online/foto: Brigada Militar

Operação ConsciênciaUma danceteria, em Tapes, foi alvo da Operação Consciência, na noite desta sexta-feira (23) para o sábado (24), quando a Brigada Militar (BM) composta por um reforço de soldados de municípios como Sentinela do Sul, Cerro Grande do Sul e de Camaquã buscaram averiguar, uma denúncia anônima de que poderiam existir menores de idade, no estabelecimento, consumindo bebidas alcoólicas.

De acordo com a BM, ao todo foram revistados, entre às 2h15 e 5h da manhã, 114 pessoas, que frequentavam a danceteria “mais este número de pessoas era maior”, referiu.

Todas elas foram identificadas pela polícia, através de documentos pessoais.

Juntamente com a Brigada Militar participou da operação o Conselho Tutelar de Tapes (CT), responsável pela identificação de possíveis menores também no local.

Conforme o CT foi conduzido à sede do órgão, que fica em frente ao Hospital Nossa Senhora do Carmo, na sede administrativa da Saúde Municipal, cerca de 25 menores, com idades entre os 13 e os 17 anos.

Seguindo os procedimentos legais, o CT ainda nesta madrugada acionou os pais destes menores, quando assinaram termos de responsabilidade legal pelo filho.

Muitos podem ter não confirmado a idade corretamente aos conselheiros, pois estavam sem documentos, citou uma conselheira de Tapes, ao Online Comunicação e Jornalismo.

“Acredito que, alguns destes pais, não sabiam que seus filhos estavam neste estabelecimento”, observa o comandante e tenente da BM em Tapes, Luis Veríssimo.

Ele lembrou que, em casos assim, o estabelecimento comercial ou uma danceteria deve ter um modo de controle de acesso, no caso de menores até 14 anos, que, segundo a Legislação somente deve ser via a presença de um responsável, maior de idade, com documento.

O oficial da Operação Consciência considerou a ação “tranquila, pois todos cooperaram com a ação policial”. “Revistamos tudo, todas as salas, inclusive banheiros e os seguranças”, reiterando que nada mais fora localizado na danceteria.

Ao oficial da operação, o empresário da danceteria teria afirmado que faz o controle neste aspecto, ficando com o CT a resolução final.

A Delegacia de Polícia local ficou de sobreaviso, caso fosse necessário algum registro pertinente à operação, o que não ocorreu; apenas um desacato, registrado via Termo Circunstanciado (TC), na BM.

O tenente da BM disse que a Operação Consciência não termina aí, mas será realizada em outros estabelecimentos do gênero na cidade, com o mesmo propósito. 

"Achei excelente e aprovo a ação, mas tem de ser pra todos"

Ao Online, exclusivo, o empresário da casa noturna, que não será identificado, afirmou que aprovou a iniciativa e, se disse seguro de que age dentro da lei, neste quesito.

“Deveria ser mais rotineiro este procedimento, achei excelente, sou a favor, deveria ser mais vezes, mas para todos os locais”, ressaltou.

Ele ficou tranquilo quanto às revistas da polícia e do CT, citou que nada foi encontrado de irregular, e, que os supostos menores, estavam dentro da lei, mediante a assinatura de um responsável, no livro de controle que possui, no local.

“Foi feito um acordo, na Justiça, entre todos os proprietários de casas noturnas ou promotores de eventos e, dos 14 aos 18 anos, somente entra acompanhado de um adulto, todos são identificados”, garantiu.

 

Tags: Brigada Militar, Conselho Tutelar, online, Operação Consciência, Tapes

Comentários

Duarte Oliveira em 25/03/2018 09:24:57
Aprovo este trabalho deveria ser feito em todo o nosso estado, para o bem e a tranqüilidade de todos! Parabéns ao Conselho Tutelar e a nossa Brigada Militar.

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