Irga e Sindicato Rural de Tapes fazem projeções otimistas para safra do arroz e da soja na região

Publicado por bira costa em 14/11/2018 às 16h09

Estima-se que a produtividade em grãos chegue a marca dos 30 mil hectares nas duas culturas, reunindo o trabalho de mais de 220 produtores rurais

Redação Online/fotos: Irga/Tapes/fotos: Irga e SRT/divulgação

lavourasAs projeções para a safra 2019 de grãos na Costa Doce, nas culturas do arroz e da soja são “boas” segundo as últimas análises do Irga de Tapes, podendo chegar a um total de 30 mil hectares de área plantada.

Nas duas lavouras, 223 produtores rurais, comemoram as condições climáticas “favoráveis” e, esperam uma colheita tranquila e com ótimos resultados econômicos e financeiros.

Ainda de acordo com o Irga, neste perímetro que está sob o seu monitoramento, 90% das lavouras já estão em boa semeadura.

De acordo com engenheiro/agrônomo, Rudineli Ribeiro Carvalho/IRGA - 10º NATE/Tapes, em entrevista, “(...) o inverno muito chuvoso dificultou os trabalhos de campo no período da entressafra, pois não possibilitava o fluxo de máquinas para o preparo de solo.

Porém, a primavera se comportou no seu começo com chuvas abaixo da média, configurando até um pequeno período de estiagem, o que favoreceu a entrada das máquinas nas lavouras para o preparo de solo e a evolução do plantio de forma satisfatória e aceitável(...).”

Questionado a respeito das projeções neste aspecto, disse que dentro de uma escala de 1 a 5, nossos patamares figuram entre 3 até 4, o que pode-se dizer que as produtividades serão ótimas.

“(...)as projeções indicam que podemos esperar uma boa projeção de colheita, onde as produtividades médias se situaram entre os patamares de 3 e 4, em uma escala onde 1 seria péssimo e 5 seria ótimo.”lavouras

Para o produtor rural de Tapes e membro do Sindicato Rural de Tapes e Sentinela do Sul, Léo Jenisch, o cenário para a agricultura de modo geral segue bem.

Ele destaca que o bom clima que tem favorecido tanto o plantio quanto à colheita futura, são fundamentais ao clima de otimismo.

“Quem planta, mesmo uma parcela de uma cultura como a soja, como é o nosso caso, até 30% da área, está sendo beneficiado pela boa umidade e ótima germinação”, destacando que ainda é cedo para uma análise mais profunda, todavia, “o dever de casa está sendo feito”, apostando na manutenção das condições meteorológicas para que a colheita seja a melhor dos últimos anos.

Acompanhe o que disse o engenheiro/agrônomo do Irga em entrevista ao Portal Online Comunicação e Jornalismo.

Online - Com relação ao plantio do arroz e da soja nas lavouras da Costa Doce como está o monitoramento do Irga nesse aspecto?

Rudineli Carvalho - O monitoramento do Irga ocorre direta e indiretamente. Diretamente nas visitas técnicas nas lavouras e indiretamente via meios de comunicação como telefone, celular, whatSapp, redes sociais, reuniões, eventos, entre outros. O monitoramento procura ir ao máximo nas lavouras, junto ao produtor rural, tentando cada vez mais expandir este contato direto com os orizicultores para que possamos transferir os conhecimentos e técnicas que visem um aumento de rentabilidade da atividade agrícola.

 Online - Quantos são produtores envolvidos nesta safra 2018/2019; o que mais estão plantando arroz ou a soja?

Rudineli - Estima-se que tenhamos um total de 223 produtores de arroz e soja em toda a extensão de atuação do 10º Nate de Tapes/RS. No município de Tapes os levantamentos indicam que serão cultivados 16.540 ha de arroz e 12.085 ha de soja.

 lavourasOnline - A realização do Ciclo de Palestras Técnicas teve resultados neste trabalho?

Rudineli - Acreditamos que o Ciclo de Palestras, realizado no SRT, em setembro passado, tenha contribuído positivamente aos seus participantes, no sentido de externar e levar cada vez mais adiante as informações e técnicas imprescindíveis atualmente para a consecução de bons resultados.

 Online - O clima está sendo favorável à ambas as culturas?

Rudineli - Podemos dizer o seguinte, o inverno muito chuvoso dificultou os trabalhos de campo no período da entressafra, pois não possibilitava o fluxo de máquinas para o preparo de solo. Porém, a primavera se comportou no seu começo com chuvas abaixo da média, configurando até um pequeno período de estiagem, o que favoreceu a entrada das máquinas nas lavouras para o preparo de solo e a evolução do plantio de forma satisfatória e aceitável diante das condicionantes que o ano agrícola nos ofereceu.

 Online - Qual a projeção da lavoura em grãos para a próxima colheita?

Rudineli - Não há como fazer uma projeção antecipada, pois as condicionantes de produção são muitas e conforme o que a gente aplica, se um dos fatores estiver em desproporção, este pode ser o impactante para a redução de produtividade. Mas, de uma maneira geral, as projeções indicam que podemos esperar uma boa projeção de colheita, onde as produtividades médias se situaram entre os patamares de 3 e 4, em uma escala onde 1 seria péssimo e 5 seria ótimo.

 Online - Por fim, os preços estão justos ou sinalizam melhorias?

Rudineli - Esta pergunta possibilita inúmeras respostas. O que convém salientar é que cada produtor tem um custo de produção próprio, que impacta diretamente se o preço praticado está aceitável ou não diante da sua necessidade. No caso do arroz, o que observamos é que os preços estavam no entorno de R$ 35,00/saco no início da colheita da safra passada, que geraria um desajuste sobre o retorno que o produto colhido estava gerando. Tempo depois, o preço deu uma reagida e ficou próximo a um patamar de R$ 43,00/saco, que segundo informações obtidas, ainda não seria o ideal, mas estava num índice de retorno um pouco mais aceitável. De acordo com o mercado atual, está tendo uma pequena queda, comparada com este período do ano, onde se registram as maiores altas de preços.

Para o futuro, esperamos que os preços praticados sejam justos e conciliadores com as expectativas da classe produtiva. Para finalizar, gostaríamos de recomendar o máximo de atenção e cautela nas práticas de lavoura que seguem na sequência dos cultivos. A lucratividade será satisfatória, com aqueles produtores que conseguirem conciliar os maiores custos-benefícios aplicados na lavoura.

Mas existem práticas que não envolvem custos como época de aplicação e planejamento das atividades que são imprescindíveis para o bom andamento das atividades, mas cada caso é um caso e deve ser analisado separadamente. Por fim, colocamo-nos a disposição, para quaisquer assuntos referentes às atividades agrícolas dos produtores rurais da região, pelo telefone (51) 3672-1088, com Rudineli ou Adriel no escritório local do Irga.

Eng. Agron. Rudineli Ribeiro Carvalho/IRGA - 10º NATE - Tapes/RS/(51) 3672-1088 / 99749-6469 / 98570-1114/rudineli-carvalho@irga.rs.gov.br/tapes@irga.rs.gov.br

Categoria: Economia
Tags: Agricultura, IRGA, online, Sindicato Rural de Tapes, Tapes

Comentários

José Odi Soares em 15/11/2018 08:21:29
Penso q a saca do Arroz na Safra ficará em torno de 40 reais inicialmente


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