Operação do MP afasta vereadores, secretários e servidores de Guaíba por fraudes em licitações

Publicado por Bira costa em 26/04/2018 às 10h12

Órgão também cumpre o decreto de suspensão de contratos com seis empresas investigadas

Fonte: Gaúcha ZH / Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS/ e internet 

GuaíbaO Ministério Público deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), uma operação para afastar vereadores, secretários e servidores de Guaíba por fraudes em licitações que apontam prejuízo de aproximadamente R$ 4,9 milhões em 14 contratos, assinados entre 2014 e 2017.

Desde o início da manhã, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) — Núcleo Saúde e a Promotoria de Justiça de Guaíba cumprem medidas de afastamento do presidente da Câmara de Vereadores de Guaíba, Renan dos Santos Pereira (que também atuava como médico da prefeitura, cargo do qual foi igualmente afastado), do secretário municipal de Administração, Finanças e Recursos Humanos, Leandro Luis Wurdig Jardim, do vereador Bento Alteneta da Silva, e de seis integrantes da Comissão Municipal de Licitação.

Reportagem do Grupo de Investigação da RBS (GDI) publicada na última quarta-feiramostrou a trajetória de Renan dos Santos Pereira, vereador mais votado da história do município e suspeito de ter cometido irregularidades em prestação de serviços à prefeitura. Além disso, conforme a reportagem, o médico atuava como pediatra sem reconhecimento do Cremers.

Durante a investigação, o Gaeco Saúde detectou indícios da atividade de ilegal de "fura-fila" no SUS, em tese, praticados por Renan dos Santos Pereira e pelo vereador Bento Alteneta da Silva.

Renan se utilizava da sua condição de regulador local do Telessaúde para beneficiar determinadas pessoas mediante o convencimento do médico regulador do Telessaúde em Porto Alegre de que esses pacientes deveriam ter maior prioridade no atendimento em detrimento de outros mais graves ou há mais tempo na fila de espera.Guaíba

O MP detectou, também, que há uma associação criminosa responsável pelo rodízio de empresas para a prestação de serviços médicos no Pronto Atendimento Solon Tavares e no Samu de Guaíba, por meio de dispensas irregulares de licitação, contratações emergenciais e subcontratações.

As investigações dão conta de que há indícios da ocorrência de fraude à licitação para a contratação de serviços de vigilância da Câmara de Vereadores. Uma das empresas subcontratadas pertence ao presidente da Câmara.

Segundo o MP, a firma não possui funcionários, estava inativa durante parte do período dos contratos, não possui estrutura física e era utilizada para que o vereador recebesse valores sem ter qualquer tipo de atividade empresarial.

Na manhã desta quinta-feira, o MP também cumpre o decreto de suspensão de contratos com seis empresas investigadas.

São cumpridos, também, 32 mandados de busca e apreensão em prédios públicos, empresas e residências. A pedido do MP, a Justiça decretou o bloqueio de bens e valores de 30 investigados, além de seis empresas, possivelmente adquiridos com o proveito dos crimes investigados e, por vezes, utilizados para lavagem de dinheiro.

Categoria: Geral
Tags: Ministério Público, online, Prefeitura de Guaíba, Tapes, vereadores de Guaíba

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