Taxistas e a sociedade tapense vivem sob o clima do pânico

Publicado por bira costa em 15/12/2016 às 18h59

Redação Online/Fotos: Bira Costa

Falsos boatos atrapalham as investigações, aumentam o temor e a dor da família do taxista desaparecido

taxista desaparecidoNão bastasse o clima de medo, espalhado na cidade, decorrente de dois homicídios, sendo o primeiro no sábado (10), a uma mulher de 30 anos, Isis Fernandes, e outro ontem (14), em plena luz do dia, a um homem de 36 anos, Ivan Severo, a comunidade tapense angustia, agora, com o desaparecimento do jovem taxista, Jeferson Carvalho Cardoso de 24 anos, conhecido por “Canjica”.

Ele saiu, na quarta-feira, por volta das 14h, para realizar um atendimento a um passageiro, e, a partir de então, desapareceu.

Jeferson estava em sua casa, jogando videogame com parentes, quando uma suposta ligação, solicitou a sua presença.

Prontamente, antes de sair, avisou que voltaria para completar o jogo. Poucos minutos depois, por volta das 14h45, um crime aconteceu, na Rua Coronel Vasconcelos, sendo que o carro de Canjica estaria sendo envolvido na trama.

Mas, ninguém viu, poucos sabem do paradeiro do jovem profissional do volante.

Aliás, uma profissão que tem tirado o sono de alguns taxistas, a partir de mais este caso, no Município.taxista desaparecido

O nervosismo tanto com o clima de terror que é disseminado na cidade atinge ao comércio, de um modo geral.

Para o taxista, Zé Carlos de 59 anos, que atua na Praça Rui Barbosa, há três, as últimas horas tem sido difíceis de descansar.

“Eu não dormi, na noite passada, de nervoso”, ao falar do crime, bem como, do desaparecimento do colega Canjica.

A categoria dos taxistas de Tapes acredita que para reduzir este clima de temor, da última semana, as forças policiais devem agir de modo mais duro com o crime organizado.

Outros profissionais do volante, como Flávio Vaskoski de 59 anos e Luis Freitas da Silva de 58 anos, opinam que, com o sumiço do colega taxista, o trabalho deles ficará mais seletivo, especialmente, no começo desta temporada de verão, no município.

Luis da Silva, que já foi assaltado e teve o carro de trabalho roubado, desabafa que a profissão é de alto risco, mas, que, hoje, toda a cidade está com medo do crime.

taxista desaparecidoJá o taxista e aposentado, Flávio Vaskoski disse ser a favor da liberação do porte de arma, para a sociedade civil, poder se proteger.

“Todos estão inseguros, inclusive, já tive um filho que foi assaltado, na estrada de Tapes, há bem pouco tempo, mas ficou bem”, conta.

Ao longo desta quinta-feira, a sociedade tapense viveu horas de tensão. Mas, infelizmente, alimentados pelas redes sociais, de modo irresponsável, os boatos somente tornaram a velha rotina mais difícil de ser vivida.

JEFERSON CARDOSO-CANJICA

taxista desaparecido

Junto as autoridades, as buscas ao criminoso que teria disparado contra Ivan Severo, prosseguem; assim como, através de inúmeros voluntários e amigos que, com o apoio dos Bombeiros Voluntários de Tapes, Bombeiros Civis de Arambaré e Bombeiros Militares de Camaquã, fazem varreduras em vários pontos do município, tentando levar a melhor notícia à família de Canjica, nas próximas horas.

Categoria: Comunidade
Tags: Criminalidade, online, Polícia Civil, Tapes, Taxista desaparecido

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